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Berços para bebês agora precisam ter selo do Inmetro

06 de fevereiro de 2013 - 3h01

Portal:g1.globo.com/jberço2ornal-nacional/noticia

Edição do dia 25/01/2013

 

Os berços para bebês, tanto os fabricados no Brasil como os importados, agora precisam ter o selo do Inmetro. A exigência entrou em vigor este mês.

Aos quatro meses, Luiza passa a maior parte do tempo lá. A militar Elizabeth Vidal Silva, mãe de primeira viagem, pesquisou muito antes de comprar o berço.

“Logo que eu fiquei sabendo que tinha mudado as regras, eu procurei saber e procurei o berço justamente nas especificações que já estavam sendo pedidas”, lembra ela.

A cautela de mães como Elizabeth virou obrigação para os fabricantes a partir desse mês. Os berços só podem ser fabricados com cantos arredondados para evitar que a criança se machuque. Não podem ter furos ou aberturas maiores que sete milímetros para não prender o dedo do bebê. Parafusos sem bucha, peças pequenas e adesivos dentro do berço estão proibidos. O espaço entre as grades deve ter entre quatro 4,5 cm e 6,5 cm. Nem mais, nem menos.

O pediatra do Samu Márcio Morem explica a importância dessa mudança. “O espaçamento entre as grades previne da criança, seja dependendo da idade dela ou do tamanho, ela poderia passar ou mesmo ferir o braço. Poderia haver o risco de fratura.”

A trava de segurança nas grades é outro item obrigatório. “A trava tem dois ajustes atualmente que você faz um com a mão e outro movimento com os membros inferiores, porque evita da criança mesmo soltar por algum motivo”, acrescenta o pediatra. “Isso aqui vai evitar muitos acidentes, pelo menos de queda.”

Os berços só ganharam a certificação obrigatória depois da constatação de um problema generalizado: a falta de segurança. Em 2007, um teste do Inmetro reprovou todos os modelos disponíveis no mercado brasileiro.

Agora, o Inmetro orienta. “Buscar o selo do Inmetro. Procurar comprar em estabelecimentos tradicionais, com nota fiscal de forma que ela possa, em caso de haver algum problema, buscar um órgão de defesa do consumidor ou o próprio fabricante ou fornecedor, e reclamar de forma a ter o problema corrigido.”

Mudanças que vão deixar a rotina de Elizabeth mais tranquila. “Ficou bem mais seguro para a gente ter uma noite tranquila e um dia tranquilo também. Os bebezinhos vão ficar muito mais seguros”, conclui ela.